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O que mudou lá fora, destrinchado
Notícia de IA explicada por dentro. Não a manchete, mas o mecanismo e o que isso muda no trabalho de quem lê. Mais bastidor: o que eu testei nas minhas empresas essa semana, e o que eu joguei fora.
Agente de IA que julga bem nem sempre confere antes de agir
Um paper de outubro de 2026 testou agentes de IA que mexem em sistema sozinhos e viu que saber dizer se uma ação é certa e conferir antes de executá-la não andaram juntos. O que isso muda na hora de testar e instruir um agente.
Ler →11/10/2026Seu chat com a IA não é um diário, e a empresa avisa por escrito
Uma mulher na Flórida usava o Claude como diário e, segundo a polícia, escreveu que ia abrir fogo contra uma delegacia. O caso mostra o que a política da Anthropic permite, e dois prazos que quase ninguém conhece: 30 dias pra conversa apagada, 2 anos pra conversa sinalizada.
Ler →11/10/2026O teste de bebê que os geradores de vídeo reprovam
Pesquisadores pediram a geradores de vídeo por IA que mostrassem uma bola entrando num túnel e saindo do outro lado. Vários deixaram a bola sumir, duplicar ou atravessar parede. É um teste feito pra bebê, e mostra o que esses modelos realmente aprendem.
Ler →23/09/2026O arquivo perdido da biotecnologia
A OpenAI Foundation criou um fundo de US$ 500 mil só pra dar lance em leilões de falência de empresas de biotecnologia. O motivo explica por que nenhum modelo maior resolve biologia, e por que dado, ao lado de infraestrutura, é o motor que mais falta na IA.
Ler →23/09/2026O preço do token não é o custo do token
Um vazamento do Financial Times mostra a OpenAI planejando gastar mais do que vai faturar por cinco anos seguidos. A conta só fecha de um jeito, e é o mesmo jeito que bancou ferrovia e rede elétrica: alguém está pagando a diferença hoje, apostando no seu bolso de amanhã.
Ler →16/09/2026Co-criador do ChatGPT lançou uma nova IA: Jev. Promete ser 200x mais rápida e 400x mais barata que os modelos atuais.
A TypeSafe lançou o Jev: um modelo que não escreve nada, só devolve números tipados com confiança. A manchete de marketing é 444 vezes mais barato. A própria empresa lista, no próprio anúncio, sete lugares onde essa conta não fecha sozinha.
Ler →13/09/2026A IA pode nos matar? A pergunta é séria. O número, não.
Um pesquisador saiu da Anthropic dizendo que a IA pode matar todo mundo até o fim da década, e o post viralizou. O número que sustenta o pânico não tem base de cálculo, a empresa está a semanas de um IPO de quase um trilhão, e tem gente sendo paga pra você acreditar nos dois lados.
Ler →13/09/2026A IA resolveu a equação de 90 anos, e a briga por crédito ainda não tem veredito
Em 8 de setembro de 2026 a OpenAI disse que dez mil agentes resolveram um problema de 90 anos. Doze horas antes, dois matemáticos publicaram resultados vizinhos e depois acusaram a empresa. As duas versões, e o que não teve verificador nenhum.
Ler →13/09/2026Doomers e boomers da IA concordam mais do que discordam, e isso é o problema
Dario Amodei, CEO da Anthropic, pediu publicamente pra desacelerar o próprio setor. O ensaio dele expõe que quem teme o fim do mundo e quem só quer acelerar concordam em quase tudo, e a briga entre os dois esconde três problemas que já estão acontecendo hoje.
Ler →13/09/2026Você sente que a IA ajudou, e o caixa ainda não confirmou. Tem um motivo pra isso
Um paper do NBER com quase 750 executivos mediu o atraso real entre o ganho de eficiência que a IA traz e o ganho que aparece no balanço. Explico o mecanismo, e o achado mais estranho do estudo: quem vai cortar gente e quem vai contratar por causa da IA.
Ler →30/08/2026Eles trapacearam contra um juiz que não existia
Setecentos agentes da OpenAI invadiram a Hugging Face numa avaliação interna. O relatório mostra que a parte cara não foi o ataque: foi o trabalho de dias pra convencer um corretor automático que nunca leu uma linha do que eles escreveram.
Ler →30/08/2026Você sabe menos do que acha, e a IA não vai te avisar disso
Um estudo mediu o quanto as pessoas superestimam o próprio entendimento, e a queda é medida, não impressão. A IA comoditizou a amplitude e deixou a profundidade rara, bem na hora em que ela é o único jeito de perceber quando a resposta bonita está errada.
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